96% das músicas mais tocadas no Brasil são nacionais, e o repertório nacional tem alíquota zero

A Pró-Música Brasil divulgou o ranking das 50 canções mais tocadas no país no primeiro semestre de 2026. Das 50 faixas, 48 são brasileiras. Só duas são estrangeiras.

Esse dado tem dois significados para o provedor regional. O primeiro é comercial: a sua base ouve música brasileira todos os dias e paga por isso em plataformas globais. O segundo é tributário, e é onde a conversa fica interessante.

O que o levantamento mostra

O ranking é compilado pela BMAT e reúne execuções de seis grandes serviços de streaming em operação no país. O sertanejo retomou a liderança, depois de dois levantamentos em que o pagode estava no topo, e o funk mantém presença forte na lista.

O padrão se repete ano após ano: o brasileiro ouve música brasileira, e ouve em streaming.

O repertório nacional tem imunidade constitucional

A Constituição veda a cobrança de impostos sobre fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil que contenham obras de autores brasileiros ou obras interpretadas por artistas brasileiros. A regra vem da Emenda Constitucional 75/2013, que incluiu a alínea “e” no inciso VI do artigo 150.

A reforma tributária não enfraqueceu essa proteção. A Lei Complementar 214/2025, no artigo 9º, inciso V, manteve a imunidade também para o IBS e a CBS, alcançando expressamente os arquivos digitais que contenham esse conteúdo. A única exceção prevista é a etapa de replicação industrial de mídias ópticas, algo que não existe no consumo digital.

Em linguagem comercial: o conteúdo musical nacional tem alíquota zero. Não é redução de alíquota, não é oportunidade em discussão, não é janela regulatória. É imunidade, e ela é a mesma antes e depois da reforma.

O enquadramento fiscal de cada operação depende de como o serviço é contratado e faturado, e isso se define no desenho comercial junto ao fornecedor. O que não muda é a base jurídica do conteúdo nacional.

Um mercado que cresce há 16 anos seguidos

O mercado fonográfico brasileiro faturou R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1% sobre o ano anterior, segundo a Pró-Música Brasil. Foi o 16º ano consecutivo de crescimento, movimento puxado pelo digital. O Brasil hoje ocupa a 8ª posição entre os maiores mercados de música do mundo.

Esse dinheiro sai do bolso do mesmo assinante que paga a sua mensalidade. A pergunta comercial é simples: quanto dele passa pela sua fatura?

Por que música conversa bem com a base do provedor regional

É hábito diário, não evento. Diferente de serviços usados de vez em quando, música acompanha o dia inteiro, no carro, no trabalho e em casa. Serviço usado é serviço que não cancela.

Atende a casa inteira. Não depende do perfil de um único morador, o que amplia o alcance dentro da mesma assinatura.

Cabe na mesma fatura. O assinante já confia na sua cobrança. Incluir um serviço na fatura existente é bem mais simples do que convencer alguém a cadastrar cartão em mais uma plataforma.

Onde entra o Ritmos

O Ritmos é um produto premium de streaming de música disponível para comercialização pelos provedores, com catálogo que inclui exatamente o repertório nacional que domina os rankings.

O que interessa ao seu resultado é o modelo: contrato direto entre provedor e fornecedor, preço direto de fornecedor, sem intermediação cobrando pedágio sobre cada assinatura, e gestão do produto feita por quem é especialista nele. O provedor entra com a base e a cobrança, que é justamente onde ele é forte.

Cuidados na hora de vender

  1. Meça uso, não só venda. Acompanhe quantos ativaram e continuam ouvindo depois de 30 dias. Uso é o melhor previsor de permanência.
  2. Treine o atendimento antes da campanha. A primeira dúvida chega no suporte, e resposta insegura derruba conversão.

Nota sobre os dados

O ranking da Pró-Música mede execuções, não receita, e consolida seis serviços de streaming. A entidade reúne as principais gravadoras do país, o que significa que o levantamento reflete o repertório distribuído por essas empresas. Os dados de faturamento de 2025 são da própria entidade, divulgados em março de 2026.

Sua base já ouve. A pergunta é por onde

Se o hábito já existe, a cobrança já é sua e o conteúdo nacional tem imunidade constitucional, falta apenas o produto certo na prateleira. Converse com a ISP Solution e avalie como o Ritmos se encaixa no perfil da sua base.

Fontes

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