Streaming, música, compras, jogos, inteligência artificial: praticamente tudo o que o cliente faz no dia a dia passa pela rede do provedor. Mas a maior parte do valor gerado por esses serviços fica com quem está do outro lado da conexão.
Esse foi o ponto de partida de um painel realizado ontem num fórum de tecnologia no CPQD, em Campinas. Executivos de operadoras e de um provedor com atuação nacional discutiram como o setor pode deixar de ser só “o cano” e passar a capturar valor além da conexão.
A conexão ficou mais rápida, o preço não acompanhou
Um dos exemplos do debate resume o problema. Em 2011, um plano de 12 Mbps custava cerca de R$ 80. Hoje, com velocidades muitas vezes maiores, o preço continua praticamente no mesmo patamar, segundo um dos executivos.
A conclusão foi direta: como a receita da banda larga não cresce na mesma proporção do tráfego, o acesso sozinho perde força como diferencial. O provedor entrega cada vez mais, mas não recebe na mesma medida.
Quem fica com o valor
Os participantes apontaram que operadoras e provedores captam uma parcela pequena do valor gerado por serviços que dependem das suas redes, como streaming, comércio eletrônico, nuvem e inteligência artificial.
E lembraram uma vantagem que o provedor tem e costuma subestimar: ele conhece o cliente. Esse relacionamento pode sustentar serviços que resolvem outros problemas do dia a dia, além da conexão.
Ninguém faz tudo sozinho
O consenso do painel foi que nenhuma empresa consegue desenvolver todas as capacidades internamente. Capital, tempo e equipe são limitados, e o crédito está caro. Um dos executivos de provedor resumiu: “Ninguém mais consegue sobreviver sozinho”.
Por isso, as parcerias foram apontadas como indispensáveis. Para o provedor regional, isso significa trazer para o plano serviços que já existem e funcionam, em vez de tentar construir cada um do zero.
Parceria, sim. Com intermediação cara, não.
Uma parceria só faz sentido se somar margem. Quando há camadas de intermediação entre o provedor e quem entrega o serviço, a receita nova vira custo, e o provedor volta a ficar com a menor parte do valor.
O modelo que funciona para o regional tem três características:
- Preço direto do fornecedor: sem pedágio no meio do caminho.
- Contrato direto: relação clara com quem entrega o serviço.
- Gestão feita por especialista do produto: a equipe do provedor continua focada na rede e no cliente.
Uma ressalva
Os números citados vêm de declarações de executivos no painel, não de um levantamento de mercado. O exemplo de preço de 2011 é ilustrativo. Mas o diagnóstico conversa com o que temos visto no setor: com a fibra virando padrão, velocidade não diferencia mais, e a margem precisa vir de outro lugar.
Três perguntas para o seu provedor
- Quanto da sua receita vem só da conexão?
- Quais serviços que o seu cliente já usa poderiam estar na sua fatura?
- Nos serviços que você já oferece, quanto da receita fica com o provedor?
Leia também: Faturamento cresce, o caixa não acompanha e Grandes operadoras já cobram streaming na fatura. E o seu provedor?.
Capture valor além da conexão
A ISP Solution ajuda provedores regionais a incluir no plano serviços que o cliente já usa no dia a dia, como streaming de vídeo e música, livros e audiolivros, telemedicina e celular com a marca do provedor. Tudo com preço direto do fornecedor, contrato direto e gestão feita por especialista. Sem pedágio e com mais margem para o provedor. Fale com o nosso time.
Fontes
- Tele.Síntese, “Telcos buscam receita além da conectividade para virar TechCos” (03/11/2026): https://telesintese.com.br/telcos-buscam-receita-alem-da-conectividade-para-virar-techcos/
