Uso de IA para análise de dados

Uma nova pesquisa global revela que 43% das organizações já utilizam inteligência artificial (IA) para realizar análises de dados, sinalizando que essa tecnologia saiu dos projetos-piloto e começa a fazer parte da rotina empresarial. 
O estudo, conduzido pela consultoria Dúnedain Research para a empresa Strategy, entrevistou líderes de dados em 38 países incluindo o Brasil.

Principais destaques da pesquisa

  • Das organizações que já usam analytics com IA, cerca de 61,7% relatam impacto moderado ou significativo nos resultados de negócio

  • As motivações mais citadas para adoção são: Melhoria na tomada de decisões: 56,2% das empresas, aumento da eficiência operacional: 55,7%, redução de custos: 50,2%.

Apesar do uso ascendente, a maioria das companhias mantém menos de 10% dos colaboradores com acesso a ferramentas avançadas de IA

  • Para os próximos 12 a 18 meses: 46,4% das empresas priorizam economia de custos com IA, 41,7% visam vantagem competitiva, 37,0% focam em elevar a qualidade da tomada de decisão em todos os níveis. 

  • Nos próximos três anos, os investimentos se concentram em: Ferramentas de analytics com IA: 60,9%, Dashboards e capacidades de autosserviço de dados: 51,5%, governança de dados e camadas semânticas: 38,3%.

O que esses números indicam?

Estes dados mostram que a IA aplicada à análise de dados está se tornando parte fundamental da estratégia de muitas empresas, não mais “projeto experimental”, mas fase de operação e escala. Ainda assim, há lacunas claras de adoção: acesso limitado entre usuários finais, desafios de infraestrutura e governança técnica.

Como interpretar o cenário

  • A adoção de IA está correlacionada com termos como “decisões mais rápidas”, “eficiência operacional” e “redução de custos”, ou seja, o valor não é apenas técnico, mas diretamente ligado ao negócio.

  • Mesmo empresas que já implementaram IA relatam que somente uma parcela muito pequena da força de trabalho está realmente utilizando essas ferramentas, o que indica que o desafio não é só ter IA, mas democratizar o acesso e gerar usabilidade.

  • A listagem de prioridades revela que, em breve, veremos uma ampliação de dashboards interativos, auto-serviço de dados e governança robusta, para suportar essa expansão.

  • Finalmente, a “usabilidade” aparece como um elo crítico: não basta ter a tecnologia, é preciso que ela seja acessível e integrada aos usuários do dia a dia.

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