O Brasil ficou em segundo lugar no ranking mundial de detecções de malware no primeiro semestre de 2025, segundo o relatório da Acronis Threat Research Unit (TRU). O levantamento mostra que o país é um dos principais alvos de ataques cibernéticos em todo o mundo, ficando atrás apenas da Índia.
De acordo com o estudo, 11% dos usuários brasileiros sofreram ao menos uma detecção de malware em maio de 2025. O índice é considerado alto e indica o crescimento contínuo das ameaças digitais.
Principais tipos de ataques
O relatório aponta que o ransomware (tipo de malware que bloqueia o acesso a arquivos ou sistemas e exige pagamento para liberá-los) continua sendo uma das maiores ameaças. Grupos como LockBit, Play e 8Base estão entre os mais ativos e foram responsáveis por grande parte dos ataques registrados no período. Essas quadrilhas utilizam táticas cada vez mais sofisticadas, explorando falhas de segurança, engenharia social e campanhas de phishing para atingir suas vítimas.
Além dos ransomwares, malwares baseados em inteligência artificial também têm se popularizado. Criminosos vêm utilizando deepfakes, clonagem de voz e domínios falsos para enganar usuários e roubar dados de forma mais eficiente.
Contexto global e regional
No cenário global, a Índia lidera o ranking de infecções por malware, seguida pelo Brasil e pelos Estados Unidos. Outros países da América Latina, como México e Chile, também aparecem entre os mais afetados, o que indica um aumento expressivo das ameaças cibernéticas na região.
Segundo o levantamento, as ameaças mais detectadas envolvem:
Ransomwares que bloqueiam o acesso a dados e exigem pagamento de resgate;
Trojans que roubam informações bancárias;
Softwares espiões que monitoram a atividade dos usuários;
Malwares distribuídos por anexos de e-mails falsos e links fraudulentos.
Tendências observadas
O relatório da Acronis destaca três tendências principais no cenário atual de segurança digital:
Automação dos ataques: hackers têm usado ferramentas automatizadas para ampliar o alcance das infecções.
Uso de IA em campanhas maliciosas: a inteligência artificial é usada para criar conteúdos falsos e aprimorar golpes de engenharia social.
Ataques direcionados a empresas de pequeno e médio porte: organizações com menor investimento em segurança têm se tornado alvos preferenciais.
Os dados reforçam que o Brasil segue como um dos países mais visados por cibercriminosos, com números preocupantes de infecções e ataques. A combinação de novas tecnologias com táticas tradicionais de fraude indica que a segurança digital deve continuar sendo um dos maiores desafios de 2025.
