À medida que nos aproximamos de 2026, o mercado de tecnologia e telecomunicações caminha para um ponto de inflexão decisivo. Segundo Daniel Hermeto, executivo de telecomunicações com mais de 25 anos de experiência no setor, esse será o “divisor entre relevância e obsolescência” para empresas que oferecem serviços de internet, conectividade e soluções de valor agregado.
Para os provedores (ISP), isso significa: já não basta oferecer banda larga ou pacotes tradicionais de internet é preciso adotar tecnologia, inovação e operar com visão estratégica.
Por que 2026 promete ser um divisor de águas
A maturidade da inteligência artificial generativa e da automação cognitiva permitirá que tarefas complexas como análise de contratos, previsão de demanda e avaliação de risco se tornem rotina corporativa. O que antes era “aposta”, agora é diferencial competitivo.
A combinação de IoT, sensores, digital twins, plataformas colaborativas e redes de dados vai permitir visibilidade em tempo real de toda a operação: da infraestrutura à experiência do cliente. Aquelas empresas que investirem em visibilidade de dados e operações ganharão agilidade, escalabilidade e resiliência a choques no mercado.
A cibersegurança, inclusive com modelos como “zero-trust”, deixa de ser apenas uma preocupação técnica e passa a influenciar decisões de negócio, contratos, parcerias e reputação. Para ISP, isso significa incorporar segurança desde o design dos serviços, não como uma camada extra.
A crescente pressão regulatória, a agenda ESG (ambiental, social e governança) e a demanda por governança e rastreabilidade de processos tornam obsoletos os modelos tradicionais de “procurement por preço” e operações reativas. O mercado caminha para fornecedores e parceiros estratégicos, com foco em valor total, inovação e resiliência.
2026 não será apenas mais um ano, será um ponto de virada. Para ISP e provedores de serviços, a questão não é se vão mudar, mas quando e com que estratégia.
